Muitas pessoas andavam
de bicicleta quando eram crianças e abandonaram o esporte
com o passar dos anos. Quem aprendeu a pedalar, dificilmente
se esquece e retomar a atividade contribui na redução
do colesterol, da pressão arterial, da diminuição do risco
de doenças cardiovasculares e melhora a capacidade respiratória.
A Organização Mundial de Saúde (OMS) indica o esporte
como uma das formas para melhorar sua saúde.
O ciclismo é um esporte
de pouco impacto, por isso é difícil acontecerem fraturas
por estresse, por exemplo. Treinar com constância traz
mais disciplina. Visando melhores resultados, o que ajuda
a disciplinar a alimentação para perder peso. Mas, o maior
benefício que o ciclismo traz é de ordem psicológica,
pois o esporte é uma válvula de escape para o estresse.
QUAL BCICCLETA COMPRAR?
Ao comprar sua bicicleta,
alguns fatores deverão ser levados em conta, como a frequência,
o período de cada atividade e o tipo de terreno onde você
irá pedalar. Respondidas essas perguntas, procure uma
bicicletaria reconhecida no mercado para comprar sua bike.
Com o atendimento especializado, fica mais fácil escolher
uma bicicleta adequada ao seu corpo e ao estilo de sua
prática.
A principal questão é
escolher entre uma bicicleta de estrada, mountain bike,
urbana ou híbrida. Para os novatos, as duas últimas são
as mais recomendadas, pelo fato do quadro ter maior distância
nos “entreeixos”, proporcionando uma posição mais ereta
ao ciclista, dando mais visibilidade e conforto, apesar
de diminuir a performance.
Caso realmente opte pelas
bicicletarias mais expressivas do mercado, o serviço de
“Bike Fit” é fornecido por eles no ato da compra. O processo
consiste em ajustar a bicicleta conforme seu corpo, ajudando
a evitar lesões em decorrência de uma má regularem do
equipamento, principalmente se o selim e o guidão não
estiveram na altura correta.
Os componentes são secundários.
O principal é o quadro. Em uma bike de speed, por exemplo,
o ciclista “veste” a bicicleta, por isso ela deve ser
bem ajustada, não só por performance, mas também para
evitar lesões.
O ajuste da bicicleta
é essencial no seu rendimento, assim como a postura. Lesões
na coluna e na patela são comuns em casos de bicicletas
desajustadas. Podem ocasionar em hérnias de disco, espasmos
musculares e em alterações posturais.
O ciclista deve pedalar
relaxado, o que proporciona uma velocidade maior em menor
cansaço, diminuindo as chances de cair. Os cotovelos devem
sempre estar dobrados e o guidão deve ser seguro com firmeza,
mantendo, pelo menos, dois dedos no “manete” do freio
e sem travar os braços. Os joelhos devem subir e descer
em linha reta e em paralelo.
EQUIPAMENTOS
Para começar, o ciclista
deve ter alguns equipamentos essenciais. O capacete é
um deles. A maior causa de morte entre os ciclistas são
lesões na cabeça. Por isso, o aparato é indispensável
para sua segurança.
A bermuda com forro traz
mais conforto para o ciclista e ainda protege a região
do períneo e evita a dormência genital. O forro também
serve para absorver o suor, evitando assaduras.
O forro atua para melhorar
o conformo, pois o selim, realmente, é duro. Mas a bermuda
ajuda a manter os músculos no lugar, o que é bom para
o ciclista em termos de performance.
Outro equipamento que
deve ser utilizado é a camisa com bolsos. O material sintético
ajuda na rápida dissipação da transpiração e os bolsos
servem para que o ciclista possa colocar alguns apetrechos,
como ferramentas, chaves, celular e seus repositores energéticos.
As luvas também são importantes,
pois ajudam a absorver um pouco das vibrações do guidão,
tornando o pedalar mais confortável, além de proteger
as mãos em caso de queda.
O ciclista que inicia
não precisa necessariamente utilizar sapatilha e pedais
com tacos, mas o uso do firma-pé (aquelas tiras presas
ao pedal) é importante para a posição do pé, até para
quem visa uma futura troca para os pedais de taco.
Um ciclocomputador – aparelho
que lhe dá todas as informações sobre a bike, como velocidade,
distância percorrida e cadência e um monitor cardíaco
também são importantes para o ciclista iniciante.
Para pedaladas noturnas,
recomenda-se o uso de luz “estrobo” e farol, o que auxilia
na identificação do ciclista por parte dos motoristas,
oferecendo assim mais segurança no transito.
Se o ciclista puder comprar,
são aparelhos que passam informações essenciais, independentemente
da finalidade que a pessoa tem no esporte.
COMECE A TREINAR
Antes
de iniciar uma rotina de treinos, alguns testes de esforço
devem ser feitos para a identificar se a pessoa pode ou
não praticar o esporte.
Procure realizar estes testes com acompanhamento do um
profissional de saúde. Hoje existem centros de avaliação
especializados em realizar testes específicos para praticantes
de esportes em geral.
Só após passar por estes
testes, o ciclista pode iniciar seus treinamentos. A princípio,
ele deve pedalar para conhecer sua bike e encontrar uma
melhor postura. Passeios com sua “magrela” são bons nesta
fase que você conhece as reações de sua bicicleta.
A cadência é muito importante
no começo, por isso, deve-se iniciar no pedal com uma
relação de marchas relativamente leve. É melhor manter
a rotação alta do que a própria velocidade em que se pedala.
Se você começar com a
marcha mais pesada, você fica mais cansado, mais dolorido,
pensa em desistir e acaba encostando sua bike. Coloque
uma relação mais leve e mantenha a cadência sempre que
treinar. O ideal é que você pratique duas a três vezes
por semana com intervalo entre os dias, pedalando entre
uma e duas horas...
Depois que você se habituar
a essa rotina, já pode aumentar um pouco a carga. Com
o tempo, você vai ampliando seu treinamento: começa a
pedalar todos os dias, por mais tempo e chega a um nível
em que você tenha condições de desfrutar ainda mais este
esporte ou até disputar provas.
Roberto Toscano
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